Aflord
Local
Av. PL. do Brasil, Km 4,5 • Fazenda Velha • Arujá/SP

Unir para crescer: Tecnologia e cooperação
em prol do desenvolvimento da floricultura
brasileira

Em dezembro de 1981, Katsuya Araki percebeu a necessidade de criar uma entidade que reunisse os diversos produtores que mantinham suas propriedades às margens da Via Dutra, espalhados por cerca de duzentos quilômetros, de Arujá à Taubaté, incluindo os municípios de Garulhos, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Santa Isabel, Guararema, Jacareí e São José dos Campos.

A seu favor os produtores já contavam com a proximidade do CEASA de São Paulo e com o clima da região, propício ao cultivo de flores. Organizados em uma associação poderiam trocar informações sobre técnicas de manejo, aumentar o poder de comercialização, desenvolver a padronização dos produtos e facilitar o acesso a assistência técnica.

Assim nasceu a Aflord – Associação dos Floricultores da Região da Via Dutra.

Quase três décadas depois, a visão de futuro de Katsuya Araki e sua capacidade de aglutinar pessoas em torno de uma ideia, se confirmam na atuação da Aflord apoiando os 67 associados que a compõem. Seu resultado mais visível ao público em geral é a Expo Aflord, exposição de flores e plantas realizada no município de Arujá, em sede própria, nos meses de Agosto e Setembro.

Na Expo Aflord os produtores e agrônomos dão orientação aos consumidores sobre como terem flores bonitas por mais tempo e são realizados concursos de qualidade entre os produtores incentivando a melhoria contínua da produção.

Katsuya Araki: Um visionário com os pés na terra

Pode-se dizer que Katsuya Araki, fundador da Aflord, é um visionário por sua capacidade de enxergar resultados onde muitos não conseguem ver nada. Mas não se trata de um dom sobrenatural. Araki desenvolveu essa capacidade a partir de anos de estudos associados a uma inata veia empreendedora.

Desde que era um colegial em Yamagata, sua cidade natal no interior do Japão, ele alimentava o sonho de “morar em algum lugar no exterior”. Assim, quando anos mais tarde, estudante do curso de Colonização da Universidade de Agronomia de Tokyo, se viu diante da oportunidade de estágio na Califórnia, nos Estados Unidos, não pensou duas vezes. Embarcou no que seria a abertura de sua história para o mundo.

Na Califórnia, ele descobriu, por meio de sua aguçada percepção e nos ensinamentos de um Tokunouka* (Junzo Chino), que na agricultura do futuro não haveria espaço para erros e que seria imprescindível pesquisar, planejar e ter uma ampla visão das coisas.

Com esse conceito na cabeça, Araki concluiu o curso no Japão e viajou para o Brasil, em 1961. Foi empregado por cerca de três anos, até que alugou um sítio e deu início à produção própria, criando a Floricultura Araki. Algum tempo depois comprou uma propriedade em Arujá, onde iniciou a produção de crisântemos de vaso.

Enquanto a propriedade de Araki utilizava técnicas que ele adquiriu durante o estágio na Califórnia, complementadas por informações vindas da Europa e outras regiões do mundo, em virtude da rede de relacionamentos sempre priorizada por Araki, as propriedades próximas mantinham técnicas arcaicas, perpetuadas talvez pelo hábito.

Com os olhos no futuro, Araki percebeu que a crescente concorrência poderia acabar com esses produtores. Uma solução possível seria a formação de um grupo que permitisse o acesso a modernização e criasse uma marca forte, capaz de identificar a região produtora associando-a a produtividade com qualidade.

Porém mais do que dizer isso aos produtores, foi preciso provar a eles que daria certo. Nessa missão Araki foi apoiado pelo professor Kunio Kitakata, especialista em patologia vegetal, conhecedor da área de fertilizantes e pesquisador dedicado, que gozava de alta reputação entre os produtores.

Em dupla, Araki e Kitakata consolidaram fórmulas de adubação e combate a pragas e provaram em campo que funcionava. Assim conquistaram a confiança de outros produtores e viabilizaram a Aflord em dezembro de 1981.

Adepto incondicional da tecnologia, da informação e da pesquisa como caminho para o aprimoramento, Katsuya Araki ressalva, porém, que “nem tudo que é novo é necessariamente bom” e alerta aos mais jovens sobre a importância de aprender sempre “colocando também no tempero alguma coisa mais antiga.”

Com mais de quatro décadas no Brasil Araki continua abraçando novos projetos como a Cooperativa Agrícola de Flores de São Paulo, mantendo a firme convicção de fazer tudo que estiver ao seu alcance pelo país “e, ao morrer, passar a fazer parte dessa terra.”

*Tokunouka – Expressão japonesa que significa, em termos literais, “agricultor de qualidade e zeloso com trabalhos de pesquisa”; todavia, é utilizada freqüentemente para líderes comunitários que aumentaram a produtividade através do uso criativo de tecnologias pré-existentes ou tradicionais.

(Fonte: Biobusiness 2 – Os desafios da Iniciativa empreendedora e da Inovação da Tradição)

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Secretaria da Associação dos Floricultores da Região da Via Dutra
Tel.: (11) 4655.3006 e (11) 4655.4227 . E-mail: expoaflord@gmail.com
Endereço: Av. PL do Brasil, s/nº, Km 4,5, Fazenda Velha, Arujá/SP

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