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Principais Problemas Durante a Multiplicação das Plântulas
IN VITRO:

A. Estiolamento:

Normalmente o estiolamento ou alongamento excessivo da planta pode ser causado pelo acúmulo do gás etileno dentro dos frascos. As plantas estioladas voltam ao normal quando retiradas dos frascos. Uma forma de se evitar o estiolamento é com o uso de tampas com algodão ou micropore.

B. Variação:

1. Somaclonal
2. Epigenetica

1. Somaclonal: Também conhecido como mutação É mudança no genótipo da planta, ou seja, nos genes. Esta mudança é permanente, e hereditária, passando de uma geração para outra.
Benefícios: Obtenção de novas plantas. Dependendo do tipo de mutação podemos obter plantas diferentes, como por exemplo: violetas, rosa lilás, que são obtidas através de radiação, indução com a utilização de hormônios.
Problemas: quando se quer clonar plantas. As plantas com mutação não são idênticas à planta mãe, e a mutação pode ocorrer em qualquer parte da planta: folhas, raízes ou flores.

Causas:
- Exposição prolongada a hormônios.
- Alta freqüência de repicagens.
- A incidência em culturas iniciadas por meio de raízes adventíceas são maiores quando comparando com a utilização de gemas apicais ou gemas axilares.

Como evitar:
- Reduzir o número de subculturas.
- Diminuir a concentração de auxinas e citocininas.
- Evitar o uso de 2,4 D.
- Eliminar plantas com aparência diferente, no inicio do estabelecimento da cultura.

2. Variação epigenética:
- É uma variação reversível e não hereditária.
- Geralmente é o resultado de uma variação na expressão do gene.
- Reversível com o tempo.
- Pode requerer mudanças na condição de cultivo.

C. Vitrificação:

Também conhecida por hiperhidratação, translucência e intomescência.
A vitrificação é uma reação de hipersensibilidade às condições de estresse do meio de cultura, interferindo na fotossíntese, respiração e transpiração das plantas.
As plantas vitrificadas são caracterizadas por apresentarem baixos níveis de lignina e celulose, baixa resistência da parede celular, redução da dominância apical, hipertrofia celular, folhas e caules entumecidos e quebradiços e caules mais curtos.
Os protocórmios ficam translúcidos e cloróticos.
A vitrificação afeta a fotossíntese, respiração e transpiração das células, por isto o grande problema da vitrificação se dá na baixa taxa de sobrevivência das plantas vitrificadas nas condições das estufas.

Causas:
- Potencial osmótico alto: Alta concentração de água nas células.
- Utilização de reguladores de crescimento (citocininas) em alta concentração.
- Alta umidade no meio.
- Alta concentração salina nos meios de cultura.

Como evitar:
- Aumentar a concentração do agente geleificante: reduz a umidade dentro dos frascos.
- Mudar o tipo de agente geleificante: gel x agar. Alguns estudos demonstram que a utilização de gel pode aumentar a vitrificação em culturas como a pêra ou maça. Em casos de vitrificação, pode-se diminuir a concentração de gel ou misturá-lo ao ágar-ágar.
- Reduzir os níveis de citocininas, determinando o nível mínimo necessário para o desenvolvimento da cultura.
- Aumentar a intensidade luminosa, aumentando a produção de clorofila e a fotossíntese.
- Reduzir a umidade dos frascos, aumentando a concentração de geleificante ou com a utilização de tampas com algodão ou outro tipo de vedação, como por exemplo: tampa com micropore, algodão ou cânula plástica e algodão. Existem estudos que demonstram que o resfriamento dos frascos diminui a umidade dentro dos frascos, mas esta não é uma solução viável economicamente.
- Diminuir o teor de NH4NO3 e aumentar o de CaCl2. Alguns estudos demonstram que a dose de 130mM de nitrato aumenta a vitrificação em 60%.
- Usar frascos que permitem aumentar a troca de gases, melhorando a taxa de sobrevivência durante a aclimatação.


D. Oxidação:

A oxidação normalmente ocorre durante a inoculação do explante. Algumas variedades são mais suscetíveis a oxidação do que outras. Entre as orquídeas, a classe das cattleyas são as que mais apresentam este problema.

Como diminuir a oxidação:
- Utilização de meio líquido.
- Utilização de ácido ascórbico para lavar os explantes ou incorporá-lo ao meio de cultura.
- Evitar danificar o explante durante a retirada do meristema.
- Manter os explantes em local com baixa luminosidade.


Bibliografia:
- Micropropagação e aclimatação de gypsophila paniculata L. cv. BristolFairy-Takane, R.J. Tese de mestrado, Esalq, Abril 1997.
- Plant propagation by tissue culture part 1, The tecnology, Edwin F. George, 2 edition, 1993.
- www.hort.purdie.edu/hort/curses/hort201/lec/031109 problemswhittissueculture.pdf.
- Effects of cultivar and agar concentration on in vitro shoot organogenesis and hyperhydrycity in sunflower, Aldoli, M; Dehghani, Moieni,A. Pak.J.Bot 39 (1) 31-35, 2007
- Humidity in Plant tissue culture vessels. Chiachung chen- Biosystems Engineering, 2004-88 (2)- 231-241
-Crescimento e oxidação de explantes de bananeira prata in vitro. Concentração de sais de ferro cobre e zinco. Utino, S., Iraídes, F.; Lazaro, J.C.
- Tipo de explante e controle da contaminação e oxidação no estabelecimento in vitro de plantas de macieira cvs galaxy, maxigala e mastergala Erig, A.C., Schuch, M.W.

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