| Projeto de eliminação
do Brometo de Metila Aconteceu no dia 16 de Abril de 2009, na sede
da AFLORD, a entrega oficial da finalização
do Projeto de “Eliminação
do Brometo de Metila”, com a palestra do
Engenheiro Maurício Torres, um dos responsáveis
pelo projeto.
1) O que é?
Surgiu de um acordo de cooperação
entre os países pertencentes à ONU,
no Tratado de Montreal, o qual consiste na redução
de moléculas químicas que agridem
a camada de ozônio, cuja conseqüência
principal é o efeito estufa. Entre os
muitos gases da lista, constam o CFC (antigo
gás usado em sprays), o gás de
geladeira e entre outros está o Brometo
de Metila que foi largamente utilizado na agricultura
para tratamento de solo e substrato, o qual era
massivamente indicado no Brasil para fumo e flores.
No referido Tratado, fora definido um fundo para
apoio a projetos de redução ou
eliminação desses componentes.
Os recursos iriam ser administrados por organizações
indicadas pela ONU e na área agrícola,
ficou a cargo da UNIDO.
2) Características do projeto
No Brasil, técnicos e consultores da UNIDO
fizeram um levantamento dos setores que mais
utilizaram o produto. Na primeira fase, a técnica
do fumageiro, o projeto conseguiu eliminar em
mais de 90% do Brometo de Metila utilizado para
a cultura, em apenas 2 anos. A inovação
tecnológica adotada, foi o sistema floating
para cultivo de mudas.
Na segunda fase do projeto atingiu o setor de
flores, mas sendo um setor sem estatísticas,
foi feito um levantamento de uso do produto via
pontos de comercialização e identificado
entidades que pudessem instalar e receber o benefício.
a) Essas entidades deveriam basicamente ser representativas
dos produtores na região; e ser uma entidade
oficial.
b) Ter um responsável técnico que
respondesse pelo andamento do projeto
c) Ter, de alguma forma, consumido o Brometo
de Metila no ano de 2003
Foram selecionadas: Holambra; AFLORD; Pro-Flor
(Atibaia); Ibiúna e Pernambuco.
A base do acordo consistia em transferência
e adoção de tecnologias (economicamente
sustentáveis para substituição
do poluente) e equipamentos para a realização
deste.
Foram adotadas dois tipos de tecnologia: a desinfestação
de solos em grandes quantidades de substratos à vapor,
por meio de uso de caldeiras aquecidas com energia
renovável, no caso brasileiro, à lenha
de eucalipto e o uso de coletores solares (tecnologia
nacional, idealizada pela Dra. Rachel Ghini – EMBRAPA
meio ambiente, Jaguariúna) para tratamento
de substratos, voltado para pequenos produtores.
3) Histórico
Oficialmente o projeto foi iniciado em 2006,
com a entrega das primeiras caldeiras para geração
de vapor, cujo o qual a AFLORD foi beneficiada
com duas caldeiras. Mas o contato inicial, a
determinação das tecnologias a
serem adotadas e a formação da
equipe aconteceu bem antes, em meados de 2003
(na época da técnica Rosana Hagio)
e finalizaria em 2008, com a entrega de todos
os coletores solares para os beneficiários.
4) Conclusões
Com relação ao plano de metas,
independente da proibição oficial
do uso de Brometo de Metila, que ocorreu em dezembro
de 2006 (atualmente ela é restrita apenas
para alguns itens de expurgo para exportação – 3a.
fase do projeto, no país), cumprimos com êxito
e dentro da programação a meta
de não uso do produto (quando fomos contatados,
pelos problemas existentes, já não
era uma prática usual pela maioria dos
associados)
Com relação ao trabalho em si,
devo agradecer ao esforço das diretorias
envolvidas (3 gestões) e de todos os produtores
que contribuíram para que pudéssemos
firmar nosso nome como instituição
coesa e representativa de produtores, seja na
participação ativa nos eventos,
seja para facilitar minha participação
como técnica da AFLORD no projeto, cedendo
funcionários para capacitação
(curso de operadores de caldeiras), recepcionando
técnicos do projeto (de outros países),
organizando dias de campo para treinamento e
uso do equipamento, divulgação
em mídia, elaboração de
projetos para uso à terceiros (produtores
não associados) e na guarda e uso dos
equipamentos nesses mais de 2 anos que efetivamente
foi o projeto.
Acredito que mais do que os equipamentos (2
caldeiras e 370 coletores solares), o sucesso
desse projeto reforça a importância
do trabalho organizado e em conjunto de uma associação
e indica que estamos no caminho certo. Novamente,
parabéns a todos.
Por: Silvia Megumi Kato
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